Comprar de empresas do Simples Nacional ainda vai valer a pena no B2B?
📌 1) A nova dinâmica que ameaça pequenos fornecedores B2B:
Com a Reforma Tributária, o foco dos compradores corporativos mudou. No mercado B2B, a decisão de compra de empresas do Lucro Presumido ou Lucro Real não levará em conta apenas o preço final do produto ou serviço, mas a quantidade de crédito tributário (IBS e CBS) que aquele fornecedor gera na operação.
🔎 2) O dilema dos créditos reduzidos no Simples Nacional:
Na nova estrutura do IVA Dual, a forma como o Simples Nacional transfere créditos tributários passa por uma grande transformação:
Trava nos Créditos: Se a empresa do Simples mantiver o recolhimento unificado tradicional, ela repassará ao comprador apenas o crédito referente ao imposto efetivamente pago no seu regime — valor substancialmente menor que a alíquota cheia.
Aumento do Custo Efetivo: Para o comprador (Lucro Real ou Presumido), contratar um fornecedor do Simples que repassa menos crédito significa pagar mais imposto ao final do mês na sua própria apuração.
Perda de Competitividade: Mesmo apresentando um preço nominal mais baixo, a empresa do Simples pode se tornar a opção "mais cara" do ponto de vista fiscal para grandes clientes.
A Opção Híbrida: A legislação permite que o optante do Simples recolha o IBS e a CBS por fora para transferir crédito integral, mas isso exige um recalculo de custos e aumento na complexidade operacional.
👉 O impacto no dia a dia: Empresas que vendem no B2B e continuarem no Simples sem planejamento podem ver seus grandes clientes migrando para concorrentes que geram crédito cheio.
💰 3) Preço de Tabela x Custo Efetivo com Crédito:
A avaliação da cadeia de suprimentos passa a considerar a eficiência tributária total:
Fornecedor sem Crédito Cheio: Preço de venda aparentemente menor, mas gera menos abatimento de imposto para o cliente, encarecendo a compra final.
Fornecedor com Crédito Cheio: Preço alinhado ao mercado e repasse integral de IBS/CBS, reduzindo a carga tributária líquida do comprador.
🛠️ 4) Como se posicionar nessa nova realidade B2B:
Se a sua empresa vende para outras empresas ou depende de fornecedores do Simples, adote estes passos:
Audite sua Carteira de Clientes: Mapeie se seus principais compradores são consumidor final (B2C) ou empresas do Lucro Presumido/Real (B2B).
Simule o Regime Híbrido: Avalie a viabilidade de recolher IBS e CBS por fora do Simples para oferecer crédito integral aos seus clientes B2B.
Reavalie sua Cadeia de Fornecedores: Se você é o comprador, calcule o custo real das suas compras considerando o abatimento tributário de cada parceiro comercial.
📌 Sua empresa corre o risco de perder grandes clientes B2B na Reforma Tributária?
A equipe da Hult Contabilidade realiza o estudo de viabilidade B2B do seu negócio, identificando o modelo fiscal exato para manter sua empresa altamente competitiva sem corroer sua margem de lucro.
Gostou do artigo?
Compartilhe com outros empreendedores!

