Simples Nacional e Simples Híbrido: O que analisar em setembro?
Com a implementação do IBS e da CBS, as empresas optantes pelo Simples Nacional ganharam uma escolha que definirá sua competitividade no mercado: continuar recolhendo todos os tributos de forma unificada no DAS ou migrar para o modelo Simples Híbrido.
Nesse novo formato, o negócio mantém o IRPJ, a CSLL e a folha de pagamento no Simples, mas passa a recolher o IBS e a CBS pelo regime geral (fora do DAS), o que garante e transfere crédito tributário integral para os seus clientes.
O impacto na competitividade e o papel de setembro
É durante o mês de setembro que as empresas precisam mapear seu modelo de negócios e projetar o faturamento para o ano seguinte. A escolha do regime afeta diretamente a relação com a sua carteira de clientes:
Nas vendas para o Consumidor Final (B2C): Manter o Simples tradicional costuma ser mais vantajoso, já que o consumidor final não aproveita créditos tributários e a alíquota unificada reduz a carga e a burocracia.
Nas vendas para Outras Empresas (B2B): O cliente corporativo exige o crédito cheio de IBS e CBS. Se a sua empresa permanecer no Simples tradicional, esse comprador receberá um crédito reduzido, o que pode levá-lo a optar por um concorrente que ofereça o benefício integral.
No entanto, o modelo híbrido exige uma apuração não cumulativa dos novos impostos, o que eleva a complexidade operacional e exige um controle rígido das notas fiscais de entrada e saída. Decidir sem análise prévia pode fazer sua empresa perder contratos B2B valiosos ou pagar mais tributos do que o necessário a partir do próximo ciclo fiscal.
Como preparar sua operação para a escolha certa
Para evitar surpresas com o aumento de custos ou burocracia, o planejamento em setembro deve ser encarado de forma estratégica. Em vez de decidir por estimativa, siga três etapas fundamentais na sua empresa:
Mapeie o perfil dos clientes: Identifique exatamente qual porcentagem do faturamento vem de vendas para outras empresas (B2B) e quanto vem do consumidor final (B2C).
Calcule a cadeia de créditos: Simule quanto crédito de IBS e CBS sua empresa vai gerar nas compras de insumos e mercadorias, e quanto precisará repassar nas vendas.
Alinhe a transição com a contabilidade: Analise a viabilidade financeira e operacional do regime híbrido junto ao seu time contábil antes do prazo final de opção.
Não deixe a definição do seu regime tributário para a última hora. A escolha entre o Simples Puro e o Simples Híbrido exige simulação real de números, margens de lucro e perfil de faturamento.
A equipe da Hult Contabilidade está pronta para analisar o seu cenário atual, realizar o estudo de viabilidade e indicar o caminho mais lucrativo para a sua empresa.
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